Peculiaridades da Autora: Fazer render?


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Esses meses foram uma completa confusão na mente. Muitas coisas acontecendo, muito para se fazer e se esperar. A Autora como sempre, (sus)pirando. E constantemente se deparando com suas próprias observações.
Mas hoje, ouvi a seguinte frase: "Para fazer render". Este é um dos momentos em que minha lâmpada, que costuma ficar em cima da minha cabeça, acende! Eu tenho isso o tempo todo! Me sinto estranha por imaginar que ideias surgem de qualquer coisa que muitas vezes parecem insignificantes. Tento entender como minha mente trabalha, mas whatever!
Nos últimos dias fiquei bastante impressionada com um trecho de um livro a respeito do entendimento. Uma simples palavra mas com um significado bastante... peculiar. Com entendimento muitas coisas podem ser resolvidas, feitas, fortalecidas. Mas sem entendimento tudo pode virar um caos. O entendimento é a maneira de pensar ou de ver.
Mas qual o conectivo entre entendimento e rendimento? Foi exatamente isso que passou pela minha cabeça. Eis minha conclusão: O entendimento pode resultar em rendimento. 
Vamos ver se é possível entender meu ponto de vista. Quando algo é entendido positivamente, isto satisfaz. E render é também satisfazer. Por exemplo, os relacionamentos acabam exigindo de nós entendimento. Se você entende seu melhor amigo ou sua melhor amiga, esta é uma amizade que satisfaz.
Por fim, entendi que a postagem não deveria ser uma ficção, mas sobre minha própria conclusão. Precisava compartilhar algumas ideias para que isto quem sabe me rendesse outras novas.

P.S.: Alguma conclusão para fazer render minha postagem?

Encontros e desencontros de uma Lua 2


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Aline não podia sentir-se mais feliz. Pensava que ele a tivesse esquecido. Mas mal sabia ela que seu amor estava tão vivo quanto antes. Sentiu mil borboletas dançarem em seu estômago. Os dois ficaram durante dias se encontrando na praia, onde conversavam e contavam sobre suas vidas. Havia tanto o que falar. Eram dois pequenos apaixonadas outra vez. Fernando estava encantado.
Na manhã de 23 de dezembro, Aline o convidou para ceia de Natal com sua família. Ele aceitou imediatamente e estava visivelmente ansioso. Ela queria que tudo saísse perfeito. Mas talvez os encantos da lua e do amor reencontrado a tivesse feito esquecer-se de tudo ao seu redor. Na mesma manhã, Henrique voltou para Santos. Aline quase teve uma síncope ao vê-lo parado em sua porta. Tinha esquecido completamente que seu namorado voltaria para o Natal.
Não sabia o que fazer. Contou a melhor amiga tudo o que havia acontecido. Ela não podia simplesmente esquecer-se do namorado que tanto a amou. Não poderia esquecer-se de tudo que passaram juntos. Mas agora, o que ela realmente sentia? Talvez estivesse enganada sobre Fernando, uma paixão jovem, que agora podia não significar nada. Não conhecia os sentimentos de Fernando. Se tomasse uma decisão precipitada poderia arruinar o Natal.
Era noite de lua cheia, mas havia muitas nuvens no céu. Nuvens de dúvidas. Nada de ilusões, agora Fernando é apenas um bom amigo, disse a seu próprio coração. Porém, não conseguia controlar as fortes e rápidas batidas dele quando Fernando se aproximava. Será que seu amor por Henrique estava acabado?
Era para ser uma noite natalina especial. No entanto, seus anseios deixaram-na bastante desconfortável quando acordou na véspera de Natal. Encontrou na mesa da cozinha dois buquês de flores. Um era de majestosas rosas vermelhas e outro de lindas orquídeas. Ela amava orquídeas, eram de Fernando.
Respirou fundo, pegou o telefone. Mas ele tocou antes. Henrique queria conversar. Disse que ela estava estranha e parecia meio insegura. Aline apenas confirmou. Talvez quisesse dizer algo, mas teve receio por ser Natal? Indagou Henrique. E ela continuou a confirmar. Havia prometido sinceridade a ele. A conversa não continuou mais.
Naquela noite, a casa estava cheia de amigos. Aline apresentou Henrique a Fernando, que não poderia ter ficado mais arrasado com a notícia de que Aline tinha um namorado. Céus! Tinha que pegar o presente que dera a Aline antes que ela o abrisse! Procurou pela árvore, mas não o encontrou. Alguns minutos depois, percebeu que era tarde demais, o pacote parecia que já fora aberto. Pelo menos o panetone é de chocolate, pensou. Uma janela emoldurava a lua brilhante no céu. Se pudesse fazer algo...
Henrique puxou Aline para um canto. E perguntou o que realmente sentia por seu amigo Fernando. Ela ficou em silêncio. Ele pegou um pacote um pouco amassado, pediu desculpas. Disse que sabia o que estava acontecendo e que era hora de não esconder mais nada. Podia tê-la como completa amiga, mas não podia ter uma meia-namorada, disse ele. E então, pediu desculpas novamente, entregou o pacote e foi embora.
Aline ficou atordoada. Abriu o pacote e descobriu que era de Fernando. Havia uma corrente com um pingente em forma de lua e uma carta enorme declarando seu amor e seus sentimentos por ela. Relembrando os momentos que passaram juntos, coisas que disseram um ao outro. E terminava com “Eu te amo”. Aline sorriu ao terminar de ler.
Lá estava ele, debruçado na janela, olhando para a lua. Ela se aproximou e sorriu. Eu também, disse ela. Então, eles se beijaram, tão tradicionalmente, debaixo do visgo de Natal, para nunca mais desencontrar-se. 


P.S. da Autora: Como alguns estavam curiosos por uma continuação da história, eis o meu presente de Natal para vocês! Espero que me perdoem pela ausência e demora, mas o fim de ano está sendo extremamente corrido e atarefado para mim. Obrigada pelos comentários e carinho de sempre. Com amor, Feliz Natal e Boas Festas!

Etapas impacientes


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Você já se perguntou "quanto tempo eu preciso esperar"? Sabe, quando você quer muito uma coisa e quer que aconteça logo? 
Sempre fui muito ansiosa, mas acho que isso não é uma coisa boa. Às vezes nós ansiosos somos pegos pelo desânimo. Como eu gostaria de saber esperar pacientemente! E é difícil de acreditar que existem pessoas tão pacientes, que fazem as coisas por etapas. Etapas! Céus, tem vezes que eu adoraria pular um monte de etapas. Tipo quando você está escutando um CD e tem aquela música no meio, bem chata, e então você pega o controle e passa pra próxima. Ah, eu queria esse controle na vida. Mas não dá pra pular etapas. Quero dizer, até dá. Mas depois você acaba perdendo a essência de coisas maravilhosas. Como diz o ditado: "O mel nunca é tão doce sem o fel". Então, por que não aguentar aquela musiquinha irritante por 2 ou 3 minutos e esperar? Porque quando finalmente a sua faixa predileta tocar, ela será ainda melhor! Tudo bem, eu perdoo se não gostou da metáfora. Enfim, etapas são importantes, são a nossa jornada.
Eu tenho minhas metas e até elas serem concluídas, vou precisar dessa virtude de paciência pra tolerar os fatos indesejados. Nem sempre alcançamos logo de primeira, todo salto precisa de impulso. E dependendo de onde você quer chegar, vai precisar de muito impulso. É... paciência!

P.S.: Ganhei selinho do blog Dby's Blog, adorei! Merci!

Sobre hábitos e seus resultados


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Podemos achar que a definição do caráter de alguém se dá num momento de "clímax", de provas e grandes desafios. Mas apenas se torna evidente nestes momentos. A verdade é que as características se formam pelas pequenas e insignificantes escolhas diárias. Por exemplo,  eu poderia definir alguém, como simpático, educado e bem-humorado, não porque ganhou o Prêmio Nobel da Paz, mas porque diariamente esse alguém sempre foi sorridente, conversava com todos e não se irritava facilmente. São coisas simples que definem grandes coisas.
O que eu aprendi numa aula de filosofia há muito tempo e nunca esqueci foi que nossas ações nos levam aos nossos hábitos, que transformam nosso caráter. E o caráter? Nos leva ao que seremos.
Estava pensando sobre como nos tornamos o que somos hoje. Nossas qualidades, nossos defeitos, nossos gostos. E percebi que tudo isso, nós construímos ao longo do tempo com nossas descobertas e o modo como vivemos. É claro que podemos sempre mudar. Fazer outras escolhas. Porque hoje podemos querer uma coisa e amanhã outra, mas os resultados são a soma das pequenas escolhas e dos hábitos.


Todos da família achavam um absurdo quando Gabriel, aos 8 anos, dizia que seria médico quando crescesse. A mãe tentava alertá-lo dizendo que ele não tinha vocação para isso. Todos sabiam que ele mal podia ver sangue, imagine ser médico! Mas Gabriel achava que isso não importava muito. Ele se imaginava usando aquela roupa branca e falando sobre doenças e acidentes. Ficava no espelho fingindo ser um.
— Sinto muito... mas sua filha só tem uma semana de vida! Faremos uma última operação!
Ele tentava convencer a todos de que seria um médico ideal. Anos mais tarde, Gabriel tornou-se médico. Como personagem de uma peça de teatro.

Encontros e desencontros de uma Lua


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Fernando estava ansioso. Teria uma prova importante do dia seguinte e precisava de muita concentração. Ele estava preparado e só precisava relaxar. Abriu qualquer livro, talvez um de Machado. Leu algumas linhas, mas não conseguia se concentrar em nada. Foi até a sacada. 
E lá encontrou aquela brilhante lua. Sentiu uma brisa gelada, mas continuou ali. Esperou, como se tivesse hora marcada. E então, foi quando percebeu que a lua projetava sua luz em uma paisagem ainda mais deslumbrante. Uma bela moça estava ali embaixo. O preto do seu cabelo exibia os reflexos da lua. Sim, da lua. Mas ele não podia simplesmente chegar até ela. Ele não a conhecia. Apenas admirou a bela paisagem que tinha.
No dia seguinte, enquanto fazia a prova, se lembrou da paisagem que tornou-se para ele a sua favorita. Mas nada de ilusões, aquilo fora apenas um encanto pela sua beleza. Entregou a prova e  ao passar pela porta esbarrou em Aline. Imediatamente a reconheceu da noite anterior, ainda podia ver nela o brilho lunar. Estava tão perto e ainda assim parecia tão longe.
Na mesma noite, Fernando olhou pela sacada, ainda na esperança de reencontrá-la. E para o seu contentamento, lá estava ela, embaixo da mesma lua. Resolveu tomar alguma atitude. Foi até lá, disse boa noite. Ela respondeu educadamente. E naquele instante percebeu: aquela era a mesma lua de anos atrás. Ela pronunciou suavemente seu nome. E ele a reconheceu. Aquela mesma menina por quem ele era tão apaixonado, estava ali novamente. Ele teve a certeza de que o amor poderia superar o tempo e os desencontros... e voltar com o mesmo esplendor, assim como depois de uma lua nova, ela volta a brilhar novamente.